domingo, 11 de julho de 2010

O Que é um Sismo?

Um Sismo (ou terramoto) é uma libertação súbita de energia acumulada na crosta terrestre, que se manifesta pela propagação de ondas sísmicas, que provocam movimentos vibratórios no solo, isto é, resulta de uma rotura mais ou menos violenta no interior da crosta terrestre.

O Que pode provocar um sismo?

Os sismos são fenómenos naturais, que podem ser provocados por várias situações, como por exemplo:

. Actividade vulcânica ( movimentos do material fundido)

. Deslocações superficiais de terreno (abatimentos e deslizamentos de terra)

. Actividade Humana (sismicidade induzida – grande quantidade de água em

barragens, injecção ou extracção de fluidos da crosta terrestre e ainda podem

ser provocados por utilização de explosivos.

Explicação

Ao longo dos tempos, a terra tem sofrido tensões provocadas pela criação de cadeias montanhosas e pelo afastamento dos continentes. Graças a essas tensões, as rochas vão-se deformando e sofrem roturas. A rotura do material rochoso ocorre quando o seu limite de resistência é ultrapassado, o que provoca vibrações ou ondas sísmicas que se propagam no interior da terra. Quando ocorre um sismo, são estas vibrações que se sentem.

Tipos de Sismos

. Terramotos - Sismos de grande intensidade na terra

. Maremotos - Sismos no mar que podem provocar tsunamis (onda ou conjunto de

ondas gigantes resultantes de um sismo ou uma erupção vulcânica

no fundo do mar que provoca uma grande destruição)

Duração e Intensidade de um Sismo

Duração - Os sismos variam desde poucos segundos até dezenas de segundos e raramente ultrapassam 1 minuto.

Intensidade - Após o sismo principal, geralmente dão-se reajustamentos do material rochoso, que originam sismos mais fracos que se chamam Réplicas (repetições). A intensidade também é maior em países menos desenvolvidos devido à qualidade da construção e ao seu número de habitantes.

Previsão de um sismo

A Instituição responsável pela vigilância sísmica em Portugal é o “Instituto de Meteorologia”, que apresenta semanalmente um resumo dos sismos ocorridos no continente.

Apesar de muitos cientistas estarem a investigar formas de prever os sismos, ainda não é possível prever a hora e o local exactos onde ocorrerão os sismos. No entanto, é possível tentar minimizar os seus efeitos da seguinte maneira:

. Identificar as zonas de maior risco

. Construir estruturas mais sólidas e resistentes

. Educar a população face às medidas de segurança a utilizarem durante um sismo

. Elaborar planos de emergência

Notas:

. A escala de magnitude sísmica mais utilizada é a Escala de Richter.

. Os sismos ocorrem diariamente no nosso planeta, mas muitos deles não são sentidos.

Tabela de Magnitude

Sísmica

Medidas de Protecção

É muito importante respeitar algumas normas de segurança que podem diminuir muito os acidentes pessoais e perdas materiais. É por isso muito importante saber o que fazer antes, durante e depois de um sismo.

O Que Fazer Antes

. Elaborar um plano de emergência para a família (ter a certeza que todos sabem o que

fazer no caso de ocorrer um sismo e combinar antes um local para se encontrarem.

. Organizar um Kit de emergência (lanternas para se faltar a luz, um rádio portátil

para ir ouvindo instruções de segurança, e pilhas para os dois objectos; um extintor

para possíveis fugas de gás e um estojo de primeiros socorros)

. Armazenar água em recipientes de plástico e alimentos enlatados para 2 ou 3 dias não

esquecendo de ver o prazo de validade

. Preparar a casa para facilitar os movimentos, libertando os corredores e passagens e

arrumando móveis e brinquedos que possam caír

. Identificar os locais mais seguros, distribuindo os familiares por eles (vão de portas interiores, cantos de paredes mestras, debaixo de mesas e camas

. Manter-se afastado de objectos que possam cair ou partirem-se

. Conhecer os locais mais perigosos para se estar (junto de janelas, espelhos,

candeeiros, móveis, elevadores e outros objectos)

. Fixar estantes, vasos e floreiras às paredes da casa

. Colocar objectos pesados e volumosos no chão ou em estantes mais baixas.

. Ensinar todos os familiares e conhecidos como desligar a electricidade e cortar

a água e o gás.

. Ter à mão os números de telefone dos vários serviços de emergência para poder

chamar viaturas de socorro.

O Que Fazer Durante

Se estivermos dentro de casa ou de um edifício:

. Abrigar-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa

ou de uma cama.

. Manter-se afastado de janelas e espelhos.

. Ter cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objectos

. Não fugir para as escadas dos prédios

. Não utilizar elevadores

Se estivermos na rua

. Seguir para um local aberto com calma e serenidade, longe do mar ou cursos de água

. Não correr nem andar a vaguear pelas ruas

. Manter-se afastado dos edifícios mais degradados, mais altos ou isolados

. Manter-se afastado dos postes de electricidade e outros objectos que possam cair

. Se estivermos a conduzir

. Parar a viatura longe de edifícios, muros, postes e cabos de alta tensão e permanecer

dentro do carro

. Se estivermos num local com muita gente

. Ficar dentro do edifício até o sismo terminar e sair depois com calma, dando muita

atenção às paredes, chaminés, fios eléctricos, candeeiros

. Manter a calma e não entrar em pânico

O Que Fazer Depois

. Manter a calma e esperar que possam ocorrer réplicas (mais sismos de intensidades

diferentes

. Não fugir para as escadas e saídas, nem utilizar elevadores

. Não fumar, nem acender fósforos e isqueiros pois, podem haver fugas de gás

. Cortar a água e o gás e desligar a electricidade

. Utilizar lanternas a pilhas

. Ligar o rádio e cumprir as recomendações que forem dadas

. Limpar urgentemente os produtos inflamáveis que tenham sido derramados como

por exemplo álcool ou tintas.

. Evitar passar por locais onde existam fios eléctricos soltos

. Não utilizar o telefone, excepto em caso de extrema urgência como por exemplo

feridos graves, fugas de gás ou incêndios.

. Não andar nas ruas só para observar o que aconteceu pois tem de estar livres para

circularem as viaturas de socorro e a protecção civil

TERRAMOTO DE 1755

(PORTUGAL)

A maior catástrofe natural que alguma vez ocorreu em Portugal foi o terramoto de Lisboa no ano de 1755.

Neste terramoto morreram cerca de 60 mil pessoas. Destas, cerca de 20 mil morreram em Lisboa. Para ter uma ideia, nesta época viviam 250 mil pessoas em Lisboa.

Apesar de o terramoto ser em Lisboa, o tremor de terra foi tão forte que provocou estragos em todo o nosso país.

Tudo aconteceu no “Dia de Todos Os Santos” a 1 de Novembro de 1755.

Como era feriado religioso, havia muitas velas acesas nas casas e nos altares das igrejas. Além disso, estava muito frio e as pessoas foram à missa deixando as lareiras acesas em casa.

Aconteceu às 9h45 da manhã um abalo muito violento. Em toda a cidade de Lisboa começaram a ruir casas e prédios e a cair pedras para a rua. O cais da cidade afundou-se completamente e a água do Rio Tejo começou a avançar pela cidade. Além do terramoto em terra também se sentia o maremoto no mar e no rio. Os barcos afundaram-se.

Abriram-se falhas na terra. Dessas falhas, surgiram água, vento e vapores. Passado algum tempo, deu-se um segundo abalo muito violento. A cidade incendiou-se à custa das velas e lareiras acesas. Os abalos não pararam durante muitas horas. Caíram casas, igrejas, edifícios públicos e monumentos por todo o país. A maior parte dos monumentos destruídos foram restaurados. Sobraram alguns monumentos (tal como o Convento do Carmo em Lisboa) em que não se fizeram obras para simbolizar este acontecimento tão trágico.

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